Livro: O Natal de Poirot
Autora: Agatha Christie

Há crimes que acontecem no escuro.
E há aqueles que explodem em plena luz cercados de família ressentida e aparências bem ensaiadas.
O Natal de Poirot pertence ao segundo tipo.
Aqui, Agatha Christie escolhe um cenário perfeito para o caos.
É uma reunião de Nata,l feita por uma família cheia de silêncios antigos e rancores não resolvidos.
Quando Simeon Lee é encontrado brutalmente assassinado em seu quarto, o clima festivo se desfaz, e o Natal vira palco de suspeitas.
Poirot entra em cena não apenas como detetive, mas como leitor atento da natureza humana.
Cada gesto e emoção exagerada ou contida demais importa, porque, nesse livro, o crime nasce muito antes da morte.
O que mais me tocou?
A forma como Christie usa o Natal como contraste.
Enquanto todos fingem união, o que vemos é uma família totalmente quebrada por orgulho, dinheiro e mágoas acumuladas.
Gosto muito de como Poirot observa não só os fatos, mas os sentimentos.
Desde quem odeia até quem se culpa.
E a resolução do mistério é daquelas que não dependem de ação, mas de atenção.
É um livro que mostra como o mal não precisa de monstros,
basta um ambiente sufocante e uma oportunidade.
Pontos Altos:
- Atmosfera perfeita de mistério clássico
- Personagens cheios de camadas e conflitos familiares
- Uso inteligente do Natal como ironia narrativa
- Poirot em sua forma mais analítica e elegante
- Final surpreendente e bem amarrado
Pontos de Atenção:
- Ritmo mais lento no início
- Muitos personagens podem confundir leitores menos atentos
- Menos ação, mais observação (o que pode não agradar todos)
No fim, O Natal de Poirot é um lembrete de que nem toda noite de paz é realmente pacífica.
É um mistério elegante.
Perfeito para quem gosta de crimes que se resolvem com lógica.
Nota final:
(4,5 de 5 estrelas)
Para quem ama mistérios clássicos, reuniões familiares cheias de segredos, com detetives que resolvem tudo com a mente.


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