Livro: Cem Anos de Solidão
Autor: Gabriel García Márquez

Existem livros que contam uma história.
E existem livros que criam um mundo inteiro, com personagens que parecem existir antes mesmo de abrirmos a primeira página.
Cem Anos de Solidão, sem dúvida, é assim.
Ler García Márquez é aceitar o pacto de entrar em Macondo sem pressa ou lógica rígida, muito menos tentar controlar o tempo.
Aqui, o passado volta, o futuro se antecipa, e o presente nunca é completamente estável.
A saga da família Buendía não é apenas sobre gerações.
É sobre repetição e destino.
Aquelas solidões que se herdam e se transformam, mas nunca desaparecem por completo.
O que mais me tocou?
A sensação de inevitabilidade.
Os personagens tentam fugir do que são, tentam amar diferente, escolher outros caminhos, mas algo sempre os puxa de volta para os mesmos erros.
É um livro que fala sobre solidão sem dramatizar.
Ela está ali, no excesso de amor, no silêncio, na obsessão, na memória.
E o mais bonito (e doloroso) é perceber que ninguém em Macondo está realmente sozinho… e ainda assim todos estão.
A escrita de Márquez é quase hipnótica.
O realismo mágico não serve para enfeitar a narrativa, mas para torná-la mais verdadeira.
Porque a vida também é absurda, circular, exagerada e, muitas vezes, inexplicável.
Pontos Altos:
- Escrita magistral e envolvente
- Construção de mundo rica e inesquecível
- Personagens complexos e simbólicos
- Reflexões profundas sobre tempo, memória e identidade
- Um livro que continua ecoando muito depois do fim
Pontos de Atenção:
- Não é uma leitura fácil ou rápida
- Exige atenção aos nomes, às gerações e aos detalhes
- Pode confundir quem espera uma narrativa linear
No fim, Cem Anos de Solidão não é apenas um livro para ser lido.
É um livro para ser vivido e sentido aos poucos.
Para ser carregado na memória.
É uma daquelas obras que mudam a forma como a gente entende a literatura e a vida.
Nota final:
(5 de 5 estrelas)
Leitura essencial. Daquelas que todo mundo deveria ler ao menos uma vez.


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