Filme: Mesmo Se Nada Der Certo (Begin Again)
Direção: Ernest Cline
Ano de Lançamento: 2014

Muitos filmes apenas contam histórias.
Mas existem filmes que soam como uma música que chega sem pedir licença e fica.
Mesmo Se Nada Der Certo é exatamente assim.

Esse não é um filme sobre sucesso.
É sobre recomeço.
Mostra nitidamente como quando tudo parece ter dado errado e, ainda assim, algo insiste em nascer.

Gretta e Dan se encontram em um momento de ruína silenciosa.
Ela, ferida por um amor que não soube ficar.
Ele, cansado de si mesmo, da indústria, das escolhas que o afastaram do que realmente importava.
O encontro dos dois não é romântico no sentido clássico, e sim, criativo e super nescessário.

A música aqui não é trilha de fundo, não. É uma linguagem. A bendita forma de sobrevivência.

O que mais me tocou?

A delicadeza, sem dúvida.

Nada é exagerado ou grandioso demais.
As canções surgem de forma orgânica, quase tímida, como se o filme pedisse licença para existir.

Como alguém que ama música, senti esse filme como um abraço.
Ele lembra que criar não é só receber aplausos, mas tambem é uma verdade.
Uma experiência de sentar no chão da própria vida e, mesmo machucado, ainda tentar compor algo bonito.

Gosto muito da ideia do álbum gravado pelas ruas de Nova York.
Cada faixa carrega o ambiente, o erro, o ruído. Tudo como a vida real realmente é.
A arte é feita sem polimento excessivo.E talvez o mais bonito seja que ninguém é salvo por ninguém.
Eles apenas se lembram, juntos, de quem eram antes de desistir.

Pontos Altos:

  • Trilha sonora sensível e memorável
  • Relação criativa profunda entre os protagonistas
  • Mensagem inspiradora sem ser clichê
  • Direção delicada e intimista
  • Um filme que respeita o silêncio

Pontos de Atenção:

  • Ritmo mais contemplativo (não é para quem espera grandes reviravoltas)
  • Conflitos sutis, mais emocionais do que narrativos
  • Pode parecer simples, mas a força está justamente nisso

 

No fim, Mesmo Se Nada Der Certo é um filme sobre continuar e criar apesar do medo.
Sobre acreditar que a arte ainda pode nos devolver a nós mesmos.

É um lembrete suave de que, às vezes, dar errado também é um caminho.

 

Nota final:

(5 de 5 estrelas)

Para quem ama música e histórias que tocam sem gritar.

Categorias:

Diário Estelar

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