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Cósmico leitor, Ray Bradbury disse uma vez que sua paixão o levava à máquina de escrever todos os dias da vida desde que tinha 12 anos. Que algo novo sempre explodia dentro dele e que esse impulso o programava, não o contrário. Mas Bradbury era Bradbury. E mesmo ele, que descrevia a escrita como fogo espontâneo, aparecia. Todo santo dia. Sem esperar que o fogo chegasse primeiro.

Essa contradição me acompanha há muito tempo. A ideia de que a inspiração é o que move a escrita é bonita, romantizada, e parcialmente verdadeira. Mas quando colocamos a escrita a serviço da vida, seja para criar mundos imaginários, para curar feridas internas, para manter um blog, para terminar um livro, seja o que for, percebemos que depender da inspiração é apostar numa variável que não controlamos. Ela chega quando quer. E quando não quer, o texto fica esperando.

O treino é o que fica quando a inspiração vai embora.

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Imagem gerada com IA para fins ilustrativos

 

 

 

 

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Constelação do Saber
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Cósmica Palavra

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