Tempo de leitura: 8 minutos

Cósmico leitor, você já releu um texto seu e sentiu que algo estava fraco, sem a intensidade que queria transmitir? Não necessariamente errado, nem tecnicamente problemático. Mas vazio de alguma forma, como se as palavras estivessem fazendo os movimentos certos sem ter força real por trás.

Na maioria das vezes, o problema não está nas ideias. As ideias estão lá, ricas, com potencial. O que as apaga são as palavras escolhidas pra expressá-las. Palavras vagas onde caberiam palavras precisas. Hábitos de escrita que a gente adquire sem perceber e que, acumulados, deixam o texto pesado e sem brilho.

Escrever bem tem muito menos a ver com vocabulário elaborado do que com precisão. Com escolher a palavra que diz exatamente o que precisa ser dito, sem rodeios. E os vícios de linguagem são o oposto disso, pois são atalhos automáticos que parecem neutros mas que cobram um preço silencioso na força do que você escreve.

Escrever é como lapidar um cristal. O brilho aparece quando retiramos os excessos e deixamos apenas o que realmente ilumina. Identificar os seus vícios é o primeiro passo dessa lapidação.

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Cósmica Palavra

Cada palavra escrita é uma estrela que não se apaga.

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