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Cósmico leitor, hoje é um dia especial por aqui, porque estamos publicando o primeiro poema de Diego Souza neste blog. E não é qualquer nome. Diego é co-criador do Cósmica Palavra, alguém que ajuda a sustentar este espaço comigo, nos bastidores, e hoje decidimos abrir um lugar aqui pra que a poesia dele também tenha voz própria.

Carregamos dentro de nós uma figura na qual nos espelhamos e com a qual devaneamos em nossas batalhas diárias. O poema de hoje traz uma dessas figuras. Um cavaleiro que segue adiante mesmo ferido, que guarda devoção sem exigir reconhecimento, que é chamado de frio por quem nunca olhou de perto o bastante pra ver a armadura escondendo um coração mole.

Quem sabe você reconheça um pouco desse cavaleiro em alguém que conhece… Ou até em você mesmo.

 

O Cavaleiro

Em seus ordenados passos
Um ávido cavaleiro segue
Movido pelo amor
Um compasso singelo
Há quem dirá por perseverança

Nobre cavaleiro
De grande modéstia
Traz consigo no peito
Uma linda devoção
Há quem o julga frio
Que guarda rancor
Sem emoção

Embora imperfeito
Intenso é seu esplendor.
Feridas invisíveis.
Forte armadura.
Mole coração.

Em suas mais profundas batalhas
Não se corrompe.
Forte cavaleiro.
Sempre adiante

 

Entre portais literários,
Diego Souza

 

Todo cavaleiro precisa de um lugar pra pousar a armadura, nem que seja por um instante. Que este poema seja esse lugar hoje.

E seja muito bem-vindo às letras do Cósmica Palavra, Diego. Que este seja o primeiro de muitos poemas seus por aqui.

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Fragmentos Literários

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